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Estímulo a cadeias curtas de comercialização

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Foto: Paulo Lanzetta / Divulgação Embrapa

A venda direta do produtor rural ao consumidor final ou por meio de um ponto de venda ganha um importante aliado. Projeto de transferência de tecnologia, iniciado em janeiro deste ano, irá mapear, fortalecer e consolidar as cadeias curtas de comercialização na agricultura familiar. Desenvolvidas em três macrorregiões no Rio Grande do Sul - Sul, Vale do Rio Pardo e Noroeste -, as ações irão abranger 132 municípios.

Com foco maior na área de pesquisa, a Embrapa Clima Temperado, que lidera o projeto, passa a atuar também na disseminação de conhecimento. Além de consolidar a cadeia curta, o projeto pretende reduzir a dependência das propriedades por recursos externos e estimular os processos de produção orgânica e de alimentos de melhor qualidade como forma de preservar a saúde do produtor e do consumidor.

- Enquanto o produtor tem um ganho maior, o consumidor tem a oportunidade de adquirir mercadorias mais novas com logística mais curta - explica Lírio José Reichert, analista de pesquisa e transferência de tecnologia da Embrapa Clima Temperado.

Uma das ações em execução é a capacitação de técnicos, agricultores e extensionistas. Na semana passada, mais de 200 produtores participaram de dia de campo em Rio Pardo e tiveram a oportunidade de adquirir conhecimentos em seis estações: agricultura familiar, forrageiras para alimentação do gado, canade-açúcar, batata-doce, manejo da avicultura e alimentação alternativa para avicultura.

- Contemplar desde curso de forrageira à alimentação da avicultura ajuda a fortalecer uma característica fundamental da agricultura familiar: tem que ser completa - detalha Reichert.

Segurança alimentar

O estímulo a este tipo de produção e comercialização começou fora do Brasil. Nos Estados Unidos, os mercados de agricultores têm espaço há quase duas décadas. A União Europeia, que trabalha este sistema há dez anos, em 2013 instituiu o projeto como política de desenvolvimento. Por meio do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, foram definidas como prioridades o estímulo aos circuitos curtos agroalimentares e mercados locais. Especificamente, a UE apoia a cooperação horizontal e vertical entre todos os integrantes da cadeia de abastecimento.

A valorização da agricultura familiar como forma de garantir a segurança alimentar foi um dos temas centrais do XI Congresso da Sociedade Brasileira de Sistema de Produção, que ocorreu no início de julho, em Pelotas. O professor Xavier Simón Fernández, da Universidade de Vigo, na Espanha, relatou a experiência no país, onde os mercados de proximidade são comuns.

Bem da Terra aproxima produtores e consumidores

Um dos exemplos bem sucedidos de cadeia curta no Rio Grande do Sul é a rede Bem da Terra, que nasceu em 2007, em Pelotas. Com canais online e fixos de vendas, o projeto conta com 35 grupos de produtores do sul do Estado e 15 de outras regiões do Estado e do país, como arroz (Porto Alegre), café (Minas Gerais), castanha do pará (Acre), e 20 núcleos de famílias compradoras.

Tiago Nunes, da coordenação da feira virtual da rede, explica que, para o fornecedor participar, a produção deve ser coletiva e respeitar o meio ambiente e as normas de trabalho. Os integrantes podem ofertar desde hortifrutigranjeiros orgânicos, artesanato, pães, laticínios, plantas ornamentais e outros.

Já os compradores se comprometem a adquirir valor mínimo mensal, arcando com 20% do preço de cada item para financiar a estrutura da feira virtual.

Saiba mais
* As ações de transferência de tecnologia são uma estratégia para fortalecer e consolidar as cadeias curtas de comercialização na agricultura familiar.
* Participam três territórios no Rio Grande do Sul: Sul, Vale do Rio Pardo (Centro) e Noroeste (Fronteira Noroeste, Noroeste Colonial e Missões); e um no Paraná: Sudoeste.
* O projeto de transferência de tecnologias começou em janeiro de 2016 e encerra em dezembro de 2019.
* Realizado em parceria entre a Embrapa Clima Temperado (Pelotas) e Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves), Embrapa Pecuária Sul (Bagé), Embrapa Trigo (Passo Fundo), Embrapa Soja (Londrina/PR), Organizações Não Governamentais (ONGs), cooperativas e associações de produtores.

 

Fonte: ZH

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